quinta-feira, 16 de julho de 2015

GRÉCIA CADA VEZ MAIS SOB PRESSÃO DO CAPITAL FINANCEIRO INTERNACIONAL. Syrizia dá seu aval para as investidas colonialistas da Unidade Europeia!


A
Grécia, país “berço da civilização ocidental” está submetida às garras do imperialismo europeu e aos rentistas internacionais. A pergunta incondicional a ser respondida é a seguinte: como um pequeno país cuja industrialização é quase inexistente e a economia representa menos de 2% do PIB europeu e que sobrevive exclusivamente do turismo (70% da sua economia) e da exportação in natura (commodities) de azeite e vinho, pode ameaçar de quebrar os gigantes do mercado financeiro europeu? Por que em parte pode afetar outras economias frágeis como a de Portugal e Espanha que, a exemplo da Grécia, são considerados postos artificiais de capital volátil, ou seja, dos investimentos de bancos estrangeiros como se fosse um paraíso fiscal e por isso dominam o mercado financeiro nacional. Diante do menor indício de crise, os banqueiros internacionais (rentistas) tratam de “fugir” dos ditos paraísos, deixando em consequência a dívida (moedas podres) para os governos. Em razão deste “rombo”, a Grécia de Tsipras tem que recorrer à Troika, porém não há liquidez (fundos e créditos) para bancar um empréstimo e daí aparece o impasse entre o governo grego e o Banco Central Europeu controlado com mão de ferro pela Primeira Ministra alemã Angela Merkel. Atualmente, a União Europeia tem 28 Estados-membros desde 1º de julho de 2013, aí incluídos Alemanha, França, Inglaterra os países mais poderosos. O imperialismo não tem o menor interesse em “negociar” a dívida, mas sim em impor medidas drásticas contra o povo grego, ou seja, a única alternativa que lhe “concede” é a capitulação!

UNIDADE EUROPEIA, UM MODELO ECONÔMICO ESGOTADO

A severa crise econômica e política que assola a Grécia é a mais grave desde o final da Segunda Guerra Mundial. Não é oriunda a partir de 2009, mas advém desde quando os gregos passaram a integrar a UE em 2000 e a ulterior adoção do Euro como moeda que volatizou a economia e anulou a soberania dos povos. Uma onda de desemprego que soma 26% da população economicamente ativa; a juventude sem perspectivas amarga um desemprego na ordem de 50%. Trata-se de cifras oficiais, na realidade os índices são bem mais elevados. O governo que antecedeu o Syrizia, o Pasok se mostrou incapaz de encontrar uma solução diante da crise, o que proporcionou à Troika a aposta em um novo gestor, com a vitória da “esquerda” de Tsipras, a quem lhe fora incumbida a tarefa de implementar planos de austeridade de cunho neoliberal: privatizações, cortes de benefícios sociais (aposentadoria e saúde), pagamento da dívida externa (um absurdo em torno de 320 bilhões de Euros!!!).

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O desfecho da “Primavera árabe”, ao invés de flores, espinhos. Como destino dos “imigrantes ilegais”, as águas mortais do Mediterrâneo e as leis fascistas da União Europeia

A Líbia antes dos bárbaros bombardeios da OTAN em 2011 era um país próspero, com um sistema de educação pública e saúde universais, ambos gratuitos, no qual 94% da população estava alfabetizada e a expectativa de vida do cidadão beirava a casa dos 72 anos de idade – muito superior a vários países da América Latina e até mesmo europeu! Possuía um dos mais avançados sistemas de irrigação e distribuição de água do mundo. Tudo isso graças à revolução nacionalista de Muammar al-Gaddafi que derrotou e expulsou do trono a reacionária monarquia do rei Idris. Porém, esta situação estava com seus dias contados pelas grandes potências capitalistas. O “start” da guerra de rapina contra o coronel Gaddafi aconteceu quando este declarou que iria nacionalizar o petróleo, o que despertou a ira das grandes empresas multinacionais situadas em Benghazi, de onde emergiram os “rebeldes”. Não tardou para que este segmento associado ao capital estrangeiro se voltasse contra o regime nacionalista de Kadafi. EUA, Inglaterra, Alemanha, Turquia, Suécia trataram logo de apoiar os ditos “rebeldes”. O Pentágono e a Casa Branca impuseram que a ONU e ao Conselho de Segurança no dia 17 de março de 2011 determinasse uma “zona de exclusão aérea” em Benghazi para “proteger os civis” na região. Foi dado o sinal para iniciar o massacre do povo líbio e suas conquistas sociais, que durante longos e abomináveis sete meses fora selvagemente bombardeado pela coalizão ocidental na OTAN. Ao fim da guerra, o caos tribal e um país aniquilado do qual a população em desespero procura a fuga através do Mediterrâneo em direção à Europa infestada por governos cada vez mais de direita e com leis anti-imigrantes.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Mídia corporativa pró-imperialista detona as veias ideológicas de Eduardo Galeano



“A utopia está lá no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

Este artigo não pretende traçar a biografia do renomado escritor, mas fazer um rápido apanhado de como a mídia corporativa “homenageou” Galeano, quem por suas ideias e propostas culturais antiamericanas foi perseguido e jurado de morte pelos ditadores militares que varreram a democracia na Argentina, Chile, Uruguai, Brasil, Paraguai. Não poderia ser de outra forma senão espezinhando a trajetória política de intelectual progressista que combatia através da luta ideológica a sanha colonialista do império do norte e de seus consortes europeus em cima da América Latina, amiudadamente distorcendo declarações e dando asas a interpretações grotescas. Como “alvo” principal a mídia bombardeou a obra máxima de Galeano, “As veias abertas da América Latina”, qualificando-a como um “libelo esquerdista anacrônico” corroborando com a declaração do autor segundo o qual “não teria paciência para lê-la novamente”.

terça-feira, 31 de março de 2015

Golpe militar de 1964 colocou gorilas genocidas no poder para substituir a “política de massas” da Era Vargas pela “contenção das massas” por meio da ditadura da burguesia durante 21 anos



H
á 51 anos, a madrugada do dia 31 de março marcou um dos episódios mais cruéis e macabros da história recente do Brasil: o golpe militar de 1964. Para compreendermos o real significado deste fato que não só aniquilou com o regime democrático-burguês como também cumpriu um papel fundamental no que concerne ao acirramento da luta de classes no país. E é precisamente neste último aspecto que nos deteremos na análise, deixando pré-entendido que o regime que se seguiu logo após o golpe foi o prolongamento do anterior, por outros meios, uma ditadura de classe com a finalidade de expandir o processo de acumulação capitalista no Brasil a custa do sacrifício e repressão sobre os trabalhadores e intelectuais.

O golpe contrarrevolucionário de 1964: ontem como hoje


Lacerda ao lado dos conspiradores civis no processo que levou ao golpe militar de 1964

  • Reproduzo abaixo, um artigo bastante elucidativo elaborado pelo professor Mario Maestri, muito embora discordando de alguns pontos, mas que não prejudicam a sua excelente análise acerca da participação civil como prócere do golpe que colocou os genocidas militares no poder. Em suas palavras “a burguesia nacional passou-se de ‘mala e cuia’ ao campo da contrarrevolução”.
MÁRIO MAESTRI
24 DE MARÇO DE 2014

Somos filhos da derrota que teve momento singular em 1964, consolidou-se com a débâcle da esquerda revolucionária, em inícios dos anos 1970, e foi radicalizada com a transição conservadora, em 1985. Movimento histórico perverso que conheceu salto de qualidade quando da rendição geral das organizações populares nascidas nas gloriosas jornadas sociais, com ápice em 1979 – PT e CUT, sobretudo.

A discussão sobre o sentido profundo do golpe militar de 1964, quando cumpre meio século, constitui indiscutivelmente caminho seguro para o melhor entendimento dos dias atuais. Desde que compreendamos aqueles sucessos como parte do fluxo geral da história do Brasil, com ênfase no seu período pós-Abolição e, principalmente, pós-1930.

Tudo isso, sem esquecer as fortes determinações gerais, sobretudo após 1930, da conjuntura internacional sobre o devir da sociedade brasileira. Determinações que superam em muito a ingerência direta do imperialismo estadunidense no golpe.

Entretanto, apesar dos tempos globalizados em que vivemos, tornaram-se praticamente comuns as interpretações, mesmo estruturais, dos acontecimentos de 1964.

Teima-se na ignorância das contradições prementes entre um capital monopólico, já então em crescente globalização, que necessitava intrinsecamente expandir seu processo de acumulação. Processo emperrado por nações que, desde 1917, em forma crescente, escapavam ao domínio da sua dialética de acumulação-espoliação – os Estados de economia planejada e nacionalizada, a seguir referidos como socialistas, por simplicidade.

Maré crescente

Um contexto internacional que, desde o impulso social conhecido quando e após a II Guerra, colocava em forma crescente, nas Américas, na África e na própria Europa, por linhas diretas e tortas, em sentido consciente e inconsciente, a necessidade e a vigência da revolução das formas de governo e de produção. Processo que embalava igualmente, em forma poderosa, o Brasil.

Propostas de revolução estrutural, nascidas das entranhas profundas das contradições vividas, nacional e internacionalmente, pela acumulação capitalista, que se contrapunham literalmente às orientações das direções da maior potência socialista, a URSS, que propunham a quimera de pacificação social internacional, para permitir, segundo elas, a concorrência pacífica entre capitalismo e socialismo.

Nesta disputa mundial, contemporânea ao golpe na Indonésia, a vitória da contrarrevolução no Brasil, nação continental, com enorme peso na América Latina, teve influência talvez até hoje não aquilatada no confronto mundial objetivo e subjetivo entre capital e trabalho, com o terrível desenlace de fins dos anos 1980, sob o signo do qual continuamos a viver.

Em 1964, no Brasil, concretizou-se projeto de conquista golpista do poder dos segmentos conservadores, já tentada em 1954, quando do suicídio de Getúlio Vargas, e em 1961, no contexto da renúncia golpista de Jânio Quadros. O esgotamento do padrão burguês-desenvolvimentista getulista exigia para sua superação a redistribuição das cartas políticas, sociais e econômicas, que com razão as classes proprietárias não aceitavam.

Muito além das reformas de base

Para relançar o processo de acumulação industrial no Brasil, nos próprios marcos capitalistas, impunham-se radical reforma agrária, sem indenização; extensão das leis trabalhistas ao campo; radical ampliação do valor do salários urbanos e rurais; desenvolvimento de tecnologia nacional; estatização do comércio internacional etc. Muito, mas muito mais, do que as anódinas Reformas de Base janguistas, petebista e pecebistas!

Com aquelas iniciativas fortalecendo enormemente o campo do trabalho, a chamada burguesia nacional passou-se de “mala e cuia” ao campo da contrarrevolução. Dirigiu, então, o processo golpista, proposto e exigido, havia muito, pelo capital monopólico estadunidense. Abraçou-se, portanto, ao latifúndio conservador, ao relativamente frágil capital bancário e financeiro nacional, ao grande comércio. Forças tradicionalmente representadas pela UDN.

Arrombando portas e janelas abertas, historiadores neoconservadores descobrem, extasiados, componente civil no golpe de Estado de 1964, a esquecida componente civil de golpe militar! Como se o último não tivesse sido, sempre, movimento da grande burguesia industrial brasileira, da praticamente totalidade dos grandes proprietários de terra, de capitais e do comércio, que arrastaram segmentos médios e mesmo populares sob suas influências. Ou achavam que o golpe fora invenção e decisão dos altos oficiais das forças armadas brasileiras, realizado inteirinho em cor verde-oliva?!

Quem manda no Estado?

O golpe contrarrevolucionário de 1964 deu-se um pouco ao molde da proclamação da República, em 1889, quando os grandes senhores de terra, do comércio e dos bancos do Partido Conservador serviram-se da alta oficialidade do Exército para formatar a nova forma de dominação que desejavam e necessitavam. Efetivamente, após a Abolição, em 1888, tornava-se desnecessária a centralização imperial impulsionada pelos conservadores em defesa da ordem escravista.

Nos governos dos marechais Deodoro e Floriano, na ditadura militar de 1964, nas ordens fascista na Itália e nazista na Alemanha etc., o poder de fato e a direção estratégica do Estado estiveram sempre nas mãos dos núcleos centrais das grandes classes proprietárias. Os militares brasileiros, como os dignitários nazi-fascistas, no contexto de autonomia sempre relativa, mediavam as disputas entre as facções proprietárias em competição. Classes então incapazes ou não interessadas em impor suas hegemonias políticas diretamente.

Além de expressar interesses profundos da burguesia industrial brasileira, em crise de acumulação, o golpe contrarrevolucionário buscava igualmente matar na casca do ovo o crescente processo de mobilização. Este último, avançando através do mundo, expressava-se cada vez mais enfaticamente no Brasil, onde também se começava a questionar as próprias raízes sociais da dominação burguesa.

Em 1964 e nos anos sucessivos, no Brasil e através do mundo, confrontavam-se a revolução e a contrarrevolução, o capital e o trabalho, em luta surda ou aberta, em geral apenas semi-consciente. Formulação que certamente escandaliza multidões de cientistas sociais atuais. Eles propõem ou sugerem, para o presente, e projetam, para o passado, eternidade à ordem capitalista, apologia consolidada pela hegemonia imposta pela maré conservadora que avassalou o mundo em fins dos anos 1980.

O Brasil esteve às bordas da revolução?

No passado recente, analistas propuseram que, nos anos 1960, o Brasil conheceu período revolucionário, tendo alcançado clímax em situação revolucionária, em 1963-4. Realidade abortada pela ausência de direção pequeno-burguesa ou proletária capaz de dirigir as classes trabalhadoras e populares ao assalto ao poder. Estas são questões que merecem análises mais cerradas do que as até agora realizadas.

O certo é que as propostas de reforma da ordem capitalista e do Estado democrático-burguês, elitista e autoritário brasileiro, avançadas pelas direções pecebistas e pequeno-burguesas (brizolistas e outras), fracassaram redonda e inexoravelmente, por não serem minimamente, digamos, na linguagem atual, autossustentáveis. Indiscutivelmente, desarmaram as forças populares no país.

Elas pecavam por propor, por um lado, bloco político-social fantasioso, ao entregarem à burguesia progressista a direção do processo político e das classes trabalhadoras. E, por outro, agitaram programa irrealizável, ou seja, a domesticação do grande capital para obter, nas palavras também crédulas do historiador Marcelo Ridenti, avanço na “democracia política também num sentido social e econômico, diminuindo as desigualdades”. (Folha de São Paulo, 23/03/2014).

Socialismo ou barbárie

Mesmo no coração da Europa, sob a crise geral da produção capitalista, radicaliza-se o escorcho crescente das classes trabalhadoras e segmentos médios, a um nível até há pouco inimaginável. Nada disto por maldade ou opção, mas por necessidade intrínseca do capital, no seu esforço permanente de avançar a taxa de acumulação decrescente.

Um processo facilitado enormemente pela dissolução dos Estados de economia nacionalizada e planejada, em fins dos anos 1980, até então fortes escolhos objetivos e subjetivos para o avanço desse projeto de literal barbarização social através do mundo, já sem diferenciar centro e periferia.

Acertam os que dizem que hoje, no Brasil, encontram-se postas as mesmas questões que o mundo do trabalho e as classes populares se defrontaram em 1964, apenas em condições indiscutivelmente muito mais difíceis e complexas do que há meio século, quando o golpe contrarrevolucionário se impôs no Brasil, sem resistência armada das forças populares.

Como já era imperioso e necessário ontem, há cinquenta anos, ainda mais hoje, as classes trabalhadoras industriais devem construir bloco político com os oprimidos de todas as ordens, e todos os homens de bem, em prol da imprescindível refundação das estruturas profundas da nação brasileira, no relativo à propriedade, à produção, à distribuição das riquezas, à gestão do Estado. Um movimento de libertação que se consubstanciará através de processo que necessariamente deverá superar as fronteiras nacionais.


Mário Maestri, 65, é historiador e orientador do Programa de Pós-Graduação em História UPF-RS.


segunda-feira, 16 de março de 2015

OS ATOS DO DIA 15 – Os “agentes ocultos” não são tucanos, mas as agências de inteligência norte-americanas ajudadas pela “famiglia” Marinho!



O
s atos que ocorreram no domingo, 15, demonstram uma realidade quase verossímil e não caem em contradição com que os manifestantes - mauricinhos, patricinhas e dondocas - expuseram nas ruas, muito embora de forma assaz confusa e difusa. Foram massivos, claro, num domingo e com convocatória da mídia como se fosse para um passeio... com catraca livre no metrô de São Paulo! E de certa forma uma marcha bem distinta daquela que ocorreu em junho de 2013 em forma e conteúdo. Naquela ocasião a massa heterogênea e confusa foi despertada pela juventude estudantil às tentativas de aumento abusivo das passagens dos transportes públicos e os gastos exorbitantes com a Copa do Mundo de futebol, que mais tarde fora acrescida de setores mais amorfos da população que impingiram um claro conteúdo anticomunista e “apartidário”, ou seja, voltados ao antipetismo. Neste domingo, como noticiou um jornal britânico, “a mais recente onda de protestos, entretanto, é de um grupo mais velho, mais branco e mais rico, reunidos após uma grande cobertura antecipada da grande mídia” (The Guardian, 16/3). Na maioria, os atos tiveram concentração nos bairros nobres das cidades (Copacabana, Avenida Paulista, Explanada dos Ministérios, Ondina, Aldeota, Moinhos de Vento etc.). Neste espectro aparecem “agrupamentos” que se proclamam “apartidários” e, por conseguinte, oposição ao governo da frente popular: o “Movimento Brasil Livre” (MBL), na verdade yuppies liberais que desprezam a legalização do aborto, das drogas, o casamento gay, a reforma agrária, a ascensão social dos trabalhadores mais humildes; outro grupo, o “Vem pra Rua” é dirigido por grandes empresários, muito provavelmente ligados ao PSDB; há o “Legalistas” que preconizam um novo golpe militar gorila para apear o PT do poder, desfilando toscas suásticas e apelos a volta da ditadura militar (e não eram tão poucos como queriam enfatizar os “democratas” de plantão); os “Estudantes pela Liberdade” (EPL) diretamente financiados pela corporação petroleira norte-americana – a Koch Industries, conhecida por destruir o meio ambiente e assassinar a população indígena nos EUA; e, finalmente o “Revoltados on Line” que apregoam abertamente a necessidade de impeachment de Dilma. Contudo, todos têm algo em comum: o ódio de classe contra os pobres que melhoraram consideravelmente durante os governos Lula/Dilma, logo a raiva se volta contra o PT.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Estado Islâmico declara que “Allah não nos ordenou a lutar contra Israel”, mas o cão que ladra pode morder seu dono!

OTAN bombardeia bases do Estado Islâmico na Síria (Kobani)

N
os dias atuais é muito difícil fugir à pauta imposta pela chamada mídia corporativa, associada ideológica do imperialismo ianque, a qual vem nos últimos meses dando destaque em seus jornalões impressos, virtuais e na Tv aos “bárbaros crimes” provocados pelo Estado Islâmico (ISIS). É NECESSÁRIO QUE TENHAMOS A CORAGEM DE ROMPER COM O SENSO COMUM IMEDIATO-IMPRESSIONISTA que a todos impregna. Os alvos do EI são reféns americanos, britânicos e japoneses “decapitados”, um piloto jordaniano da OTAN “queimado vivo”, execuções coletivas de cristãos egípcios etc., toda essa barbaridade denunciada por ninguém menos do que organismos vinculados diretamente à Casa Branca e à ONU, ambas sedes das mais autênticas organizações terroristas existentes em todo o planeta. Claro está o caráter reacionário das direções teocráticas, mas objetivamente elas se voltam contra seus criadores como foi o caso da Al Qaeda, organizada e financiada pelos Estados Unidos para combater o Exército Vermelho no Afeganistão na década de 80, Saddam Hussein para atacar a Revolução Iraniana e agora o EI que tinha como objetivo derrotar o governo de Bashar Al Assad na Síria como contraponto militar ao Hezbollah e ao Hamas, para o quê recebera grandes aportes financeiros e logísticos das grandes potencias ocidentais, a fim de atingir a Rússia. De Bush a Obama, Iraque, Afeganistão, Síria, Irã e Coreia do Norte são os chamados “eixos do mal” e alvos iminentes da contrarrevolução mundial. Por outro lado, dirigentes do EI afirmaram que por enquanto não irão se confrontar com o Estado de Israel: “A maior resposta a esta pergunta é o Alcorão, onde Allah fala sobre os inimigos - os próximos dos muçulmanos que se tornaram infiéis, pois eles são mais perigosos do que aqueles que já foram infiéis” http://en.shiapost.com/2014/07/12/allah-has-not-ordred-us-to-fight-against-israel/ ). Os nazi-sionismo já traçaram uma linha de defesa militar em seu território, a “Operação Linha Defensiva”, o que só serviu para apertar o cerco à resistência palestina.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

FRENTE POPULAR E A TUCANALHA SÃO RESPONSÁVEIS PELA “SECA” Chegando ao fundo do poço ou como o capitalismo especula com a água, um bem universal pertencente à Humanidade


“A Sabesp teve lucro líquido de 13 bilhões de 2003 pra cá. Reinvestiu uma parte, mas mandou a maioria pros investidores”

Não tem mais como a mídia corporativa esconder a chamada “crise hídrica” debaixo do tapete porque antes era um problema que só atingia as periferias pobres! Hoje o colapso envolve até a “nata” do Morumbi e o complexo industrial metropolitano. Não por coincidência, até Minas Gerais “entrou na baila”, claro, principalmente agora que é administrado pelo PT – “a situação é grave, principalmente na região metropolitana e no Norte do estado. Cerca de 50 municípios enfrentam racionamento e quatro estão em colapso iminente. Além disso, outras 100 cidades estão em estado de alerta” (Blog Vi o Mundo, 28/1). O Brasil, que é dono do maior potencial hídrico do planeta está vai passar sede em mais da metade de seus munícipios, aqui incluso 71% da população urbana, cerca de 125 milhões de pessoas. O problema, no entanto, não se concentra apenas na escassez de chuvas ou por mera conveniência eleitoral como querem fazer crer os blogueiros chapa branca – o que é um simplismo diversionista e uma análise grosseira da realidade -, é muito mais profundo e perpassa por claras orientações políticas, quer pelos 20 anos de governos tucanos em São Paulo, quer pelas 12 temporadas do PT na gestão do Estado burguês em nível federal. A questão dos recursos hídricos passa por uma concepção de estratégia de manutenção e aperfeiçoamento de seus recursos naturais como um bem imprescindível para a Humanidade. Assim, tanto a tucanalha como os “gerentes” do Estado capitalista do PT são os responsáveis diretos por uma crise econômica e social de grandes proporções. E não se trata de uma visão catastrofista, pois o drama apenas inicia-se, uma vez que a crise é econômica e política, produzida muito secundariamente em razão de adversidades climáticas. O colapso do sistema de captação e de reservas hídricas estava previsto desde a década de 80, sendo que o primeiro sinal de esgotamento aconteceu em 2003. Os acionistas da Bolsa de Valores de Nova Iorque não estão nem um pouco interessados na falta de água na “república de bananas”, água mais cara é melhor para encher suas burras!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

ENVENENAMENTO DE LENIN?*



L. Trotsky                              

“Stalin havia confessado a Kamenev e Dzerzhinski, seus aliados da época, que seu maior prazer na vida era vigiar atentamente um inimigo, preparar tudo nos mínimos detalhes, vingar-se dele sem compaixão, e depois ir dormir.”

Durante os dez anos do meu atual exílio, os agentes literários do Kremlin vêm se livrando da necessidade de responder adequadamente a qualquer coisa que eu escreva sobre a URSS, fazendo alusões ao meu “rancor” por Stalin. Contudo, Stalin e eu fomos separados por eventos tão inflamáveis que todos os sentimentos pessoais foram consumidos pelas chamas e reduzidos a cinzas. Stalin é meu inimigo. Mas também Hitler é meu inimigo, também Mussolini o é, e também muitos outros. Hoje me restam muito poucos sentimentos pessoais dirigidos a Stalin. É como se se tratasse do general Franco ou do Mikado.

Apresento nesse artigo fatos surpreendentes a respeito de como um revolucionário provinciano se tornou o ditador de um grande país. Todos os fatos que menciono, todas as referências e citações, podem ser confirmados por publicações soviéticas oficiais ou por documentos conservados em meus arquivos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Lenin Morreu

Leon Trotsky            

22 de Janeiro de 1924

Lenin Morreu. Lenin já não existe. As leis obscuras que regulam o funcionamento da circulação arterial puseram termo a essa existência. A arte da medicina viu-se impotente para operar o milagre que dela se esperava apaixonadamente, que dela exigiam milhões de corações.

Quantos homens haverá entre nós que de boa vontade e sem hesitação teriam dado o sangue até à última gota para reanimar, para regenerar o organismo do grande chefe, de Lenin Ilitch, o único, o inimitável? Mas não havia milagre possível, aí onde a ciência era impotente. E Lenin morreu. Estas palavras caiem sobre a nossa consciência de uma maneira terrível, tal como o rochedo gigante cai no mar. Poderá acreditar-se? Poderá aceitar-se?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

LENIN SOFRE ATENTADO “Esse golpe traiçoeiro abriu uma nova frente - a mais dolorosa, a mais alarmante no momento atual: a frente onde Vladimir Ilitch luta contra a morte”

O Blog “Acender uma Fogueira” publica uma série de textos em homenagem ao grande dirigente bolchevique Lenin, às vésperas de se completarem 91 anos de sua morte. É necessário que as novas gerações conheçam a história política do Partido Bolchevique e do justo ódio recebido por parte da pequena burguesia e dos capitalistas,de toda gama de reformistas e revisionistas do marxismo, para que, compreendendo o passado, sejam tiradas as ácidas lições da luta de classes, atuar sobre o presente. Este primeiro artigo é a transcrição de um discurso repleto de emoção feito por Trotsky na sessão do Comité Executivo pan-russo realizado no dia 2 de setembro de 1918 analisando o atentado sofrido por Lenin. No dia 30 de agosto, Lenin após discursar numa fábrica em Moscou, ao sair e antes de entrar no carro, Fanny Kaplan (membro do Partido Social Revolucionário) gritou seu nome. Ao virar, ela disparou três tiros: um atravessou o casaco de Lenin; os outros dois atingiram o ombro e o pulmão esquerdo dele, ferimentos que nunca foram curados e que influenciaram no agravamento da saúde do dirigente bolchevique. Isto tudo durante um gravíssimo momento de crise por que passavam os Bolcheviques no comando do recém-parido Estado: os exércitos brancos cercavam e estavam na iminência de tomar o frágil regime operário erguido na Revolução de 1917, contabilizando que metade do território russo estava nas mãos dos exércitos contrarrevolucionários financiados pelas grandes potencias estrangeiras e, claro, o fracionismo que impregnava as hostes do partido paralisando-o; a produção industrial e agrícola sofriam inúmeras sabotagens por parte dos patrões e kulaks. No contexto desta drástica realidade os bolcheviques assinaram a dura “Paz de Brest-Litovski” e, por questão de segurança e estratégia militar, Moscou se tornou a capital soviética, medidas propostas estrategicamente por Lenin que a História demonstrou estarem plenamente corretas!

Lenin Ferido

Leon Trotsky                               

Lenin
Camaradas, é assim que interpreto as fraternas aclamações que acabo de ouvir: hoje, nestas horas dolorosas e nestes dias difíceis, todos sentimos, como se fôssemos irmãos, uma necessidade profunda de nos unir, de nos ligar de mais perto às organizações soviéticas, de nos agrupar mais estreitamente sob a bandeira comunista. Nestes dias e nestas horas cheias de perigos, enquanto o porta-bandeira do proletariado, o nosso, e, podemos dizer, o do mundo inteiro, se encontra estendido flutuando no seu leito de dor contra o terrível espectro da morte, sentimo-nos mais próximos uns dos outros do que nas horas de vitória...

domingo, 11 de janeiro de 2015

MUITO ALÉM DAS CHARGES DE MAU GOSTO DO CHARLIE HEBDO “Terror branco”, tática da Casa Branca para eliminar estrategicamente adversários (islâmicos) através das ações de grupos neonazistas na Europa

Como era de se esperar, pelo menos quem já se acostumara ao “modus operandi” da CIA e do Mossad (possíveis emuladores da carnificina a serviço da extrema direita xenófoba francesa), os “culpados”, os irmãos Said e Chérif Kouachi, pelo massacre dos cartunistas do Charlie Hebdo foram hábil e rapidamente “descobertos” pelos “eficientes” órgãos de inteligência da polícia francesa. Tanta “destreza” que os “medonhos” fundamentalistas islâmicos foram devidamente sentenciados: atiradores de elite executaram-nos à bala, impossibilitando qualquer interrogatório dos “suspeitos”, ou seja, quando se tens um problema elimine-os o mais rápido possível. Marx advertira-nos há tempos que quando a história se repete elavem como farsa! Este desfecho lembra o que aconteceu após os atentados da Maratona de Boston (EUA), em 2013, quando dois jovens chechenos muçulmanos imediatamente acusados foram perseguidos e mortos covardemente em uma ação espetacular da racista polícia americana.